26 setembro 2009

Líbia em saldos vs Ocidente sem moral

Muammar Abu Minyar al-Gaddafi, chefe de Estado da Líbia desde 1969.
Nas décadas de 70/80 apoiou diversos grupos islâmicos de libertação nacional no 3ºMundo.
Em 1992/93, a ONU impôs sérias sanções, acusando seu líder de financiar o terrorismo pelo mundo. Sendo essas sanções suspensas em 1999. Ao abandonar formalmente seu programa de armas de destruição em massa. Khadafi até prometeu aderir à guerra contra o terror de George W. Bush e companhia.

Em 2003 contribuiu com 10 milhões para compensar cada uma das famílias das 270 vítimas do voo 103 da PanAm.
20 de Agosto, Abel Basset Ali al-Megrahi, o cérebro do bombardeamento de Lockerbie [localidade onde se despenhou o voo 103 da PanAm em resultado de uma bomba terrorista a bordo], voltou a Trípoli, onde foi recebido como herói. Megrahi foi repatriado para um país onde um homem é tratado como herói não porque se acredite ser inocente, mas porque se sabe ser culpado de assassinar pessoas cujo único crime foi serem cidadãos de países democráticos.
A libertação de Megrahi resultou de negociações com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair cuja contra partida serão contratos de US$ 900 milhões, que marcou a volta da British Petroleum ao país, terceiro maior produtor de petróleo da África e dotado das maiores reservas conhecidas no continente.

Como disse Sarkozy, é hora de recompensar a Líbia e trazê-la de volta ao "concerto das nações" pela libertação das seis enfermeiras e do médico (condenados à morte depois de bizarras acusações de que tinham infectado deliberadamente 460 crianças com o vírus HIV. O grupo passou mais de oito anos na prisão e muitos deles, assim que deixaram o país, disseram que confessaram sob tortura).
Americanos não quiseram ficar atrás dos europeus nesta festa. O governo Bush despachou um embaixador para Trípoli (após quase 35 anos) e a secretária de Estado Condoleezza Rice disse que gostaria de aparecer muito em breve na Líbia.

O líder líbio, Muammar Khadafi, fez hoje a sua primeira intervenção (96min não chegaram para bater as 4h30 de Fidel Castro nem o recorde das 7h de V. K. Krishna Menon, ministra de Defesa da Índia em 1957) na Assembleia Geral das Nações Unidas, após 40 anos no poder, e aproveitou o palco internacional para um longo discurso, durante o qual atacou o funcionamento do Conselho de Segurança, organismo que apelidou de “conselho do terrorismo”, tendo no final rasgado o preâmbulo que estabelece que todas as nações são iguais, sejam grandes ou pequenas.
Chegou ao ponto de “pedir uma investigação mais profunda na morte de John Kennedy e Dr. Martin Luther King”.


Depois do discurso anti-americano de Fidel Castro, o racista Robert Mugabe, o anti-semita de Mahmoud Ahmadinejad, o de virgem inocente de Khadafi, sou da opinião que um espectáculo de stand-up comedy seria um êxito no palco da ONU...

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