22 junho 2009

Ciberguerras

O espaço cibernético permite ataques cada vez mais silenciosos e eficazes. Recentemente, a administração Obama reviu a sua estratégia militar e desbloqueou 17 milhões de dólares para serem investidos na área da ciberguerra e da ciberespionagem.


Este tipo de ataques são normalmente difíceis de prever. Os meios tecnológicos disponíveis permitem que os criminosos se tornem praticamente invisíveis, porque normalmente utilizam computadores domésticos activados remotamente, às vezes a milhares de quilómetros de distância.

Pedro Veiga, Presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), explica que "a técnica usada permite colocar programas parasitas no computador das pessoas que ficam adormecidos até receberem um sinal de arranque e começarem a fazer ataques sobre um ou vários computadores".


Superpotências apostam em Ciberespionagem
As técnicas de intrusão em servidores de outros países são cada vez mais eficazes e difíceis de detectar. Exemplo disso são "as notícias frequentes, sobretudo por parte da China, de penetração de centros sensíveis nos Estados Unidos e na Europa em busca de espionagem", como refere Luís Tomé, especialista em Relações Internacionais.


Estaremos perante uma revolução na arte da guerra?
Poderemos comparar as consequências de um ataque cibernético às consequências de uma guerra convencional?

Segundo o presidente da FCCN, "estes ataques normalmente duram poucas horas, às vezes poucos minutos e não destroem de uma maneira irreversível uma infra-estrutura, transformam-nas em não utilizáveis durante algum tempo ou provocam-lhe uma degradação da performance durante algum tempo, mas não são tão destruidoras quanto isso".


Sem comentários: