31 março 2009

Rede espiou computadores de 103 países, incluindo Portugal

Uma rede de espionagem electrónica acedeu ilegalmente a quase 1.300 computadores de 103 países, incluindo Portugal, concluiu um estudo levado a cabo por investigadores do Information Warfare Monitor (IWM), uma organização canadiana.

A rede de espiões, que foi baptizada de Ghostnet, operava a partir de servidores instalados em províncias chinesas e na Califórnia, EUA.
A rede de espiões esteve em operação entre 22 de Maio de 2007 e 12 de Março de 2009, tendo infectado várias missões diplomáticas e instituições governamentais do Sudeste Asiático.
Entre os alvos incluíam-se ainda embaixadas de Portugal, Alemanha, Chipre, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Malta, Paquistão, Roménia, Tailândia e Taiwan.

O IWM, que estudou a rede ao longo de 10 meses, refere, contudo, que não conseguiu determinar se a rede era operada com conhecimento do Governo chinês.
O estudo foi desencadeado após um pedido do gabinete do Dalai Lama, que pretendia saber se os computadores de figuras de destaque da causa tibetana estavam a ser alvo de infiltrações.
Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês negou hoje qualquer envolvimento da China na operação internacional de pirataria informática, qualificando essa alegação como uma «mentira» para «manchar» a imagem do país.
A Polícia Judiciária (PJ) já foi informada sobre a alegada intromissão de uma rede de espionagem internacional na rede informática do Governo e «encontra-se a investigar» o assunto.

Sem comentários: