12 fevereiro 2009

Colisão de satélites


Aproximaram-se à velocidade vertiginosa de mais de 670 quilómetros por minuto. A colisão era inevitável: um satélite comercial norte-americano de comunicações e um satélite militar russo não operacional deram o “beijo de morte” em órbita – no primeiro acidente do género no espaço – a quase 800 quilómetros de distância da Terra, algures sobre a Sibéria, revelou hoje a NASA.

O satélite russo, fora lançado no espaço em 1993 e estava inoperacional há pelo menos cinco anos, encontrando-se numa rota fora de controlo. Encontrou no seu caminho o mais pequeno Iridium, da empresa de comunicações norte-americana Satellite LLC, que chegara ao espaço em 1997 num foguetão russo.

Houston... temos uma mala no espaço
E, depois, há algumas histórias embaraçantes, como a da astronauta norte-americana Heidemarie Stefanyshyn-Piper que, a 18 de Novembro do ano passado, deixou escorregar a mala de ferramentas que transportava enquanto limpava uma parte exterior da ISS.
“Oh, lindo!” desabafou a astronauta no momento em que se apercebeu da risota generalizada que o incidente provocou no comando central terrestre. A mala de ferramentas de Stefanyshyn-Piper não causou qualquer dano à estação espacial e continua a flutuar no espaço, em órbita baixa, prevendo-se que acabará por inflamar-se quando entrar na atmosfera terrestre. É ainda hoje visível com o uso de um telescópio.

Mar de detritos espaciais cada vez mais perigoso
Pelo início de 2009, a NASA mapeava quase 18 mil pedaços de detritos na órbita da Terra – considerados apenas os que têm um tamanho igual ou superior a 10 centímetros –, os quais estão permanentemente sob a atenção da Rede norte-americana de Vigilância do Espaço, instituição sob tutela militar que detectou as duas nuvens de detritos provocadas pela colisão de terça-feira.

As autoridades espaciais indicam, consensualmente, que o volume de lixo espacial tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, parcialmente devido à destruição intencional de velhos satélites já fora de operacionalidade. A NASA considera até que a situação atingiu um nível de tal gravidade que constitui hoje a maior ameaça aos vaivéns em voo – superior já aos perigos de descolagem e de regresso à Terra.

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