24 dezembro 2008

Guiné-Conacri

Militares dissolvem governo e instituições

Depois do anúncio oficial da morte do Presidente Lansana Conté, um capitão! do exército declarou a dissolução do governo, da Constituição e das instituições da República da Guiné-Conacri!! (mai nada)

A Constituição do país, a actividade política e toda a actividade sindical foram declaradas suspensas pelo capitão Dadis Camara! segundo mensagem transmitida pela antena da Radio Conakry. (acordou mal disposto)

De acordo com o anúncio do militar, será constituído um conselho consultivo composto de militares e civis para tomar conta dos assuntos do Estado. Este processo permite concluir!! que está em curso no país um golpe de Estado conduzido pelos militares (ah a sério? Jura!).

Segundo a lei constitucional, depois da morte do Presidente da República, a gestão política do país deveria ser entregue transitoriamente ao presidente da Assembleia Nacional que, por sua vez, se encarregaria de organizar novas eleições presidenciais num prazo de 60 dias.

Conté liderou o regime político da Guiné Conacri nos últimos 24 anos.
Curiosamente, os primeiros actos políticos de Conte, quando retirou o poder interino das mãos do então primeiro-ministro Louis Lansana Beavogui, foram denunciar a repressão política de Sekou Touré, libertar 250 presos políticos e encorajar o regresso de 200.000 guineenses do exílio.
Mas Conte decepcionou os que ansiavam pela democratização do país, apoiando-se nas forças armadas para resistir a uma tentativa de golpe de estado em 1985 e esmagando sangrentamente um motim de soldados em 1996.

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