14 dezembro 2008

BLACKWATER

Blackwater é apenas a maior e mais bem sucedido exército privado do mundo, fundado em 1997 por Erick Prince, milionário e ex-SEAL.
Com o seu estado-maior instalado no estado da Carolina do Norte, deve o seu nome sombrio aos pântanos negros deste estado, os seus impressionantes campos de treino, mais avançados do que algumas instalações das Forças Armadas americanas, treina mais de 40 mil pessoas por ano, americanos, exércitos estrangeiros e forças de segurança. Os seus funcionários são recrutados entre militares veteranos, analistas da CIA e ex-polícias.
A ascensão da Blackwater começou na "guerra contra o terrorismo", mas o seu maior contrato seria no Iraque onde a sua principal tarefa, é garantir a segurança dos diplomatas americanos, estrangeiros, levando esta missão com uma eficiência notável, no entanto a sua imunidade às leis iraquianas, levantou muitas vozes contra a sua presença no Iraque, depois de vários casos polémicos onde terá sido usado força excessiva, provocando a morte a vários inocentes.
O vazio jurídico, nesta área, divide se deverão responder ao sistema judicial militar ou civil, americano ou iraquiano.
No entanto em 2005 contribuíram com cerca de 200 pessoas para assistência na crise do furacão Katrina (mas custando cerca de 240 mil dólares por dia ao governo americano).
Actualmente, estão a mover uma campanha de lobbys para que seja enviada uma força de paz privada para Darfur.
O seu nome anteriormente conhecido por Blackwater USA, passou a designar-se por Blackwater Worldwide, será isto um indício das suas intenções futuras, isto é, passar a desempenhar missões para outros países ou mesmo organizações (NATO, ONU)?
Se recuarmos na história, podemos encontrar outras semelhanças como a companhia de comércio das Índias, os piratas dos Sec. XVI a XVIII, as milícias étnicas nos Balcãs, unidades paramilitares nazis, exemplos pouco dignificantes claro, mas por outro lado podemos estar presentes a uma versão embrionária americana da Legião Estrangeira, neste caso Legião da Liberdade.

Se for este o futuro das Forças Armadas mundiais:
Será que os orçamentos de defesa iriam diminuir com a contratação em out-sourcing destas empresas, apenas quando fosse necessário?
Reduziam-se o número de militares presentes em palcos de guerra?
Onde os militares juram bandeira, estes mercenários juravam a que?
Numa guerra a morte destes funcionários chocaria menos a opinião pública do que a morte de militares?
Sendo civis estarão sobre a alçada judicial civil ou militar? Aplicar-se-ia a Convenção de Genebra?
Estas empresas pressionarão os estados a entrar em mais guerras, com o objectivo de ganharem mais contratos?
Serão militares privados? Funcionários privados? Mercenários? Exército out-sourcing?
Se começasse um franchising em vários países destas empresas? Iriam combater uns com os outros, se fossem contratados? Empresas vs empresas ficando os estados a assistir no gabinete?

Fontes:

1 comentário:

LuísQI disse...

Se estes mercenários tomam conta da situação e ainda para mais com ajuda dos governos vejo o caso muito mal parado.

Esta malta não se preocupa com direitos humanos e por isso não devem ser apoiados. Acho que a maneira tradicional, exércitos nacionais, é a melhor das soluções.