31 Julho 2010

António Feio (1954-2010)

"Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros, apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer..."

"O humor tem ajudado e essa é a minha grande arma. Se pudesse, matava o bicho a rir"

É o que eu gosto de fazer, não sei fazer mais nada

António Feio.



O actor e encenador António Feio morreu ontem à noite após um ano e meio de luta contra o cancro. Rodeado pela família e pelos amigos mais próximos, manteve a boa disposição até ao fim. Não deu cabo do bicho, como queria, mas deixou uma lição inigualável de optimismo e de vontade de viver.

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28 Julho 2010

Obama, um mandato e muitos Leaks


Assim não é fácil, se o buraco foi um acidente, desleixo ou um acto criminoso contra a humanidade, a fuga de informações confidenciais sobre o Afeganistão, que foram parar ao famoso site Wikileaks, não terá sido um acidente, mas sim um acto de alta traição aos EUA, que poderá por em risco não só soldados americanos, mas também os soldados das forças aliadas, estacionadas no Afeganistão e que lutam por uma maior segurança na região e ao povo Afegão, livre da sharia Taliban.

Obama não está com a vida fácil na Casa Branca, e tem sido um verdadeiro tapa-buracos, no entanto acha que:
"These documents don't reveal any issues that haven't already informed our public debate on Afghanistan."

Até pode ter razão, mas se não descobrirem o traidor, a fuga de documentos confidenciais, irá continuar a verter, tal e qual o buraco no Golfo do México.
A liberdade de expressão é muito bonita, desde que não comprometa os direitos e liberdades dos outros.

Numa consulta ao wikileaks sobre Portugal, encontramos curiosos factos sobre,
o caso Madeleine, o TGV, Intelligence no Iraque, Timor, até mesmo o caso que ficou conhecido como Lisboagate com a lista das casas da CML, e respectivo arrendamento por valores irrisórios a famosos inquilinos (políticos, funcionários do Estado e da própria câmara, artistas e intelectuais).

Ahmadinejad ataca o Polvo Paul

O líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, diz que o polvo Paul é um símbolo de tudo o que está errado no ocidente.

O líder iraniano apontou, por diversas ocasiões, durante o discurso em Teerão este fim-de-semana, o polvo de ser um símbolo da decadência entre os seus inimigos, acusa-o também de espalhar a "propaganda ocidental e a superstição".

"Those who believe in this type of thing cannot be the leaders of the global nations that aspire, like Iran, to human perfection, basing themselves in the love of all sacred values."

Fonte: Telegraph.

Sou atingido por uma tristeza imensa ao ver que os destinos mundiais estão entregues a políticos desta categoria, sejam eles os que acreditam num polvo ou os que perdem o seu tempo a discursar sobre ele.

16 Julho 2010

Tratado de Tordesilhas - 7 Junho de 1494

A 7 de Junho de 1494, os procuradores de D. João II, rei de Portugal, e de Fernando e Isabel, Reis de Aragão e Castela, assinaram na vila de Tordesilhas o Tratado de Tordesilhas, que se traduziu numa repartição de esferas de influência no espaço atlântico e nas conquistas ultramarinas.
Ou seja seria traçada uma linha divisória de pólo a pólo distante 370 léguas do arquipélago de Cabo Verde, para oeste, pertencendo a parte ocidental a Espanha e a oriental a Portugal.

Dito isto e com a conquista da Espanha no Campeonato do Mundo, de acordo com o tratado assinado em 1494, todas as conquistas a Este dos 46º do meridiano são propriedade de Portugal.
A Federação Espanhola de Futebol é favor de enviar a taça do mundo à congénere Portuguesa o mais brevemente possível.

12 Junho 2010

O Mundial de Futebol e as missões militares no exterior

"A Selecção Nacional de futebol com 24 jogadores, começa a 5 de Junho uma missão no exterior: vai participar no Campeonato Mundial da modalidade que se realiza na República da África do Sul (RAS); e tem um objectivo que é a de defrontar e, se possível, vencer as equipas que lhe calharem em sorte, até ao derradeiro jogo final. Em qualquer dos casos jogar bem, esforçar-se e cumprir os deveres associados.

As Forças Armadas Portuguesas e a GNR têm, neste momento, várias unidades suas destacadas em diferentes teatros de operações (Mapa de Missões). A sua missão é o de participarem em missões humanitárias, de paz e de imposição de paz, no âmbito das organizações ou alianças de que Portugal faz parte. Neste momento o Afeganistão configura um verdadeiro teatro de guerra.

Os jogadores da seleção só por estarem “deslocados” na Covilhã, num meio circo meio estágio, usufruem a modesta quantia de 800 euros/dia, só de ajudas de custo.

Quando chega a hora da partida, há foguetes, bandas, bandeiras, comezainas, declarações furiosas de optimismo e fezadas de vitória. Alguns até aprendem a cantar o hino que de outro modo não saberiam e inventam usos inusitados para a bandeira nacional, que o olhar complacente e às vezes embevecido, dos agentes de autoridade consente.

Vejamos agora o que se passa com as missões militares no exterior. Estas missões são definidas ao mais alto nível do Estado e servem, supostamente, para defender os interesses globais desse mesmo estado e do país. Missões que envolvem riscos sérios que, não poucas vezes, causam ferimentos graves e a própria morte, nos intervenientes.

Sobre o que se passa, pouca gente fala. Os órgãos de comunicação social (OCS), habituados a toda a sorte de cusquices, sentem uma verdadeira azia quando se trata de reportar o que se passa. Uma ou outra notícia fugaz, de um treino; uma reportagem de um enviado especial quando o rei faz anos e umas imagens de choros e abraços nas partidas e chegadas.

O comportamento dos responsáveis do Estado também não é melhor: quando não primam pela ausência, aparecem embaraçados, distantes, conformados com uma maçada. Falta-lhes convicção e autenticidade. Ou é isso que reflectem. Dizem umas palavras de circunstância e, logo a seguir, vão por detrás e zás, mais umas facadas no orçamento, estrutura, meios, etc., das FAs.

Quando morre um militar tudo se altera: passa-se do 8 para o 80. Os OCS despejam pipas de notícias, massacrando a família e amigos da vítima; descobrindo imensas coisas que criticar, etc. Os representantes do Estado estão presentes ou fazem-se representar num esforço desproporcionado ao evento, mas sempre rezando para que o ocorrido seja esquecido rapidamente. O povo em geral, anestesiado por catadupas de informação e desinformação, encolhe os ombros e sussurra quanto muito um “coitado teve azar”. E alguns rematam, dizendo “foi para lá porque quis…”.

Agora meditem no tratamento que goza a F.P.F. comparado com o Exército, a Força Aérea ou a Armada!

Acreditem que gostaria que a nossa selecção de futebol ganhasse a taça. Já ficaria contente se tivesse uma boa prestação. Agora aquilo que de facto me satisfaria, era que na nossa terra houvesse o sentido das proporções, da justiça relativa e que não se andasse a matar o bom senso diariamente. Porque, até ver, ainda ninguém morreu de ridículo."

De João Brandão Ferreira, in Jornal de Defesa e Relações Internacionais

08 Junho 2010

"Que fariam vocês no nosso lugar"

Daryl Cagle, «MSNBC.com»
"Que fariam vocês no nosso lugar" insiste o Primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.
A operação militar contra a "Frota da Liberdade" causou o pior incidente diplomático desde a criação do Estado de Israel.
Depois do aviso de que os barcos estavam a levar a cabo uma acção ilegal, o Exército israelita deu luz verde à abordagem aos navios, os primeiros cinco não ofereceram resistência. No navio turco, com mais de 500 pessoas, dezenas de activistas foram filmados com máscaras antigás, coletes anti-balas e equipamentos de visão nocturna, preparam-se para resistir à abordagem. Usaram granadas contra as lanchas militares, barras de ferro, cocktails molotov e punhais, alguns com o nome das milícias Hezbollah incrustado. No entanto, os militares apenas abriram fogo quando se encontravam em perigo de vida. A IHH (organização de ajuda humanitária internacional), foi em 2008 classificada por Israel como um movimento radical, ligado à Jihad Mundial.
Fonte: Expresso
Depois de ver este vídeo, interrogo-me, mas que raio:
- Os elementos da "ajuda humanitária", ditos pacíficos, homens da paz, estavam à espera quando atacam soldados israelitas armados.
- A Comunidade internacional não comentou o ataque da Coreia do Norte a um navio da Coreia do Sul.
Lembro-me que 2009, um simples barco de pesca que por acidente entrou em águas norte-coreanas, e os pescadores de lulas desse barco sido detidos por vários dias, e também em 2007, oito militares britânicos serem detidos, supostamente, porque entraram em águas territoriais iranianas.
Imagino se reagissem com bastões aos soldados norte-coreanos ou iranianos, se ainda estariam vivos...
Vídeos:



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Memórias de um Portugal RESPEITADO!

Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com €50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.

O embaixador incumbiu-me - ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada - dessa missão.
Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.

Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.

Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: -não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.

Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país - Portugal - que respeitava os seus compromissos.

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar - é nada dever a quem quer que seja".

Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.

Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.

Memórias de Luís Soares de Oliveira.

28 Maio 2010

Pomba acusada de espionagem presa na Índia

Uma pomba que supostamente estava a espionar a favor do Paquistão foi retida na Índia e está a sendo mantida vigiada por guardas armados, informou hoje a imprensa.
A pomba branca foi encontrada por um morador do estado de Punjab, na fronteira com o Paquistão, e levada para uma esquadra.

O pássaro tinha um anel numa das patas, além de um número de telefone e endereços de paquistaneses impressos no corpo com tinta vermelha.

A polícia diz acreditar que a pomba possa ter pousado em solo indiano vinda do Paquistão com uma mensagem, apesar de não ter sido encontrado qualquer bilhete preso ao anel, indicou o oficial da polícia Ramdas Jagjit Singh Chahal à agência Press Trust of India (PTI).

Ninguém tem autorização para visitar a ave, que foi examinada por um veterinário e colocada numa sala refrigerada, sob o olhar atento de guardas armados.

Fonte: Diário Digital

14 Abril 2010

Crise qual crise??

Nestes últimos anos, o tema da crise tem inundado as nossas vidas seja através de casos próximos de despedimentos, seja por conversas de café ou seja através da comunicação social(24h).
Agora a questão será que a crise afecta-nos a todos? ou consegue beneficiar alguns?
Resposta: Existem simplesmente certas empresas que nunca ouviram falar de crise e desta vez não estou a falar de Bancos e afins.



Fonte: The Economist

17 Março 2010

Qualidade de vida do rendimento mínimo


Qualidade de vida é receber 800 € mensais (ou mais) para não fazer nada.

Qualidade de vida é levantar à hora que se quer porque os outros trabalham para ele.

Qualidade de vida, é ter como única preocupação escolher a pastelaria onde vai tomar o pequeno-almoço e fumar as suas cigarradas, pagos com os impostos dos outros.

Qualidade de vida é ter uma casa paga pelos impostos dos outros, cuja manutenção é paga pelos impostos dos outros, é não ter preocupações com o condomínio, com o IMI, com SPREAD´S, com taxas de juro, com declaração de IRS.

Qualidade de vida é ter tempo para levar os filhos à escola, é ter tempo para ir buscar os filhos à escola, é poder (não significa querer) ter todo o tempo do mundo para acarinhar, apoiar, educar e estar na companhia dos seus filhos.

Qualidade de vida é não correr o risco de chegar a casa irritado, porque o dia de trabalho não correu muito bem e por isso não ter a paciência necessária para apoiar os filhos nos trabalhos da escola.

Qualidade de vida é não ter que pagar 250€ de mensalidade de infantário, porque mais uma vez é pago pelos impostos dos outros.

Qualidade de vida, é ainda receber gratuitamente e pago com os impostos dos que trabalham o computador Magalhães que de seguida vai vender na feira de Custóias, é receber gratuitamente todo o material didáctico necessário para o ano escolar dos seus filhos, e ainda achar que é pouco.

Qualidade de vida é ter as ditas instituições de solidariedade social, que se preocupam em angariar alimentos doados pelos que pagam impostos, para lhos levar a casa, porque, qualidade de vida é também nem se quer se dar ao trabalho de os ir buscar.

Qualidade de vida é não ter preocupação nenhuma excepto, saber o dia em que chega o carteiro com o cheque do rendimento mínimo.

Qualidade de vida é poder sentar no sofá sempre que lhe apetece e dizer “ TRABALHAI OTÁRIOS QUE EU PRECISO DE SER SUSTENTADO”.

Qualidade de vida é não ter despesas quase nenhumas, e por isso ter mais dinheiro disponível durante o mês, do que os tais OTÁRIOS que trabalham para ele.

Qualidade de vida é ainda ter tempo disponível para GAMAR uns auto-rádios, GAMAR uns carritos ou ASSALTAR uma ourivesaria e ALIVIAR umas residências desses OTÁRIOS que estão ocupados a trabalhar.

Qualidade de vida é ter tudo isto, e ainda ter uma CAMBADA DE HIPÓCRITAS a defende-lo todos os dias nos tribunais, na televisão, nos jornais.

Isto sim, isto é qualidade de vida.

Ass: UM OTÁRIO